sábado, 3 de novembro de 2012

Interrogatório por Simone Carbono




...o delegado atende...
_ Tem um cadáver na porta da minha casa, por favor, façam alguma coisa. 
_ Calma minha senhora, diga o seu endereço. 
_ Avenida das Flores, 212 - Jardim Curitiba. 
_ Estamos indo para aí
Chega a polícia, ambulância, sirenes. Barulho, muito barulho, minha cabeça doi, roda. Quando um homem se aproxima e me pergunta:
_ Foi você quem achou a vítima?
_ Sim (com a voz tremula )
_ Qual o seu nome?
_ Carla- Carla Silva
_ Você conhecia a vítima?
_ Não, claro que não.
_ Tem algum inimigo, está sendo ameaçada por alguém?
_ Não
Enquanto isso as luzes me ofuscavam os olhos, aquele homem me deixando tonta com tantas perguntas.
_ Que horas chegou em casa?
_ Por volta das 21h00
_ Não percebeu nada de estranho, ouviu alguma coisa diferente?
_ Não, foi tudo calmo, só ouvi o barulho da campainha, achei estranho, mas vim atender e quando cheguei o homem estava na minha porta morto, nisso já liguei para a polícia, e o resto o senhor já sabe...
- Vamos ver se a perícia técnica acha algo que possa nos ajudar a resolver esse problema. Enquanto isso se acalme, tome um café, e logo pela manhã passe na delegacia para prestar maiores esclarecimentos. 
_ Mas por que, eu só achei o cadáver?
_ Você é a única peça que tenho para entender esse caso. Porque colocaram o cadáver aqui? Mas acredito que não vai se importar em responder algumas perguntas, pois está dizendo que não sabe de nada referente a isso. Vai?
_ Não, claro que não.
_ Ah, antes que esqueça não saia da cidade até que tenha permissão para isso. Obrigada, aguardo você amanhã bem cedo.


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