terça-feira, 29 de janeiro de 2013

LITERAMUNDO recomenda...

 Minissérie produzida pela BBC, em 1995 / Longa metragem de 2005

O livro inicia com a conclusiva frase:


It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife.

É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar necessitado de uma esposa.

Numa época em que a única preocupação de uma jovem é casar-se e, quando mãe, conseguir um bom casamento para suas filhas; onde a herança é destinada apenas ao primogênito do sexo masculino e a descendência feminina fica entregue à caridade dos familiares, a autora Jane Austen consegue descrever as peculiaridades da sociedade e aristocracia de forma bem humorada e ao mesmo tempo com uma crítica ácida aos costumes da época. O preconceito entre as diferentes classes sociais é mostrado através da história entre as jovens solteiras que participam dos bailes e atividades sociais à procura de um bom partido; a beleza é valorizada como uma vantagem da mulher para unir-se ao jovem de uma posição social mais elevada; algumas profissões autônomas, o clero e o comércio são mencionados como atividades não merecedoras de respeito pelos membros da família. Apesar de alguns mal-entendidos, todos os casais têm a chance de se conhecer um pouco melhor e chegar ao esperado Sim!




Sinopse do livro:
A história mostra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Elizabeth é a segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, em Hertfordshire, não muito longe de Londres.

Assista ao trailer do filme com Matthew Macfadyen e Keira Knightley legendado:


Todas as obras da autora já foram adaptadas para o cinema ou para a televisão, masOrgulho e Preconceito foi a obra mais filmada. Há duas versões que foram mais bem sucedidas junto ao público: uma minissérie produzida em 1995 pela BBC em 6 episódios e o longa-metragem em 2005.

A versão de 1995 eternizou o ator Colin Firth, premiado com o Oscar® de Melhor Ator pelo filme O Discurso do Rei (The King's Speech, 2010), no papel de Mr. Darcy e na cena do lago onde ele aparece com a camisa molhada, embora não conste do livro. Já a versão de 2005, trás no papel do protagonista o ator, também inglês e brilhante em sua interpretação, Matthew Macfadyen. Curiosidade: nos extras do DVD apresenta um final alternativo.

A tão sonhada cena do lago...
Sinopse do filme:

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.



Conhecendo a autora:

Aquarela feita pela 
irmã Cassandra em 1810
Jane Austen (Steventon, 16 de dezembro de 1775  Winchester,18 de julho de 1817) foi uma proeminente escritora inglesa. A ironia que utiliza para descrever as personagens de seus romances a coloca entre os clássicos, haja vista sua aceitação, inclusive na atualidade, sendo constantemente objeto de estudoacadêmico, e alcançando um público bastante amplo.
Nascida em Steventon, Hampshire, de uma família pertencente àburguesia agrária, sua situação e ambiente serviram de contexto para todas as suas obras, cujo tema gira em torno do casamento da protagonista. A inocência das obras de Austen é apenas aparente, e pode ser interpretada de várias maneiras. Os meios acadêmicos a têm considerado uma escritora conservadora, apesar de a crítica feminista atual reconhecer em suas obras uma dramatização do pensamento de Mary Wollstonecraft sobre a educação da mulher.

Outras obras de Jane Austen:
Sense and Sensibility (1811)
Pride and Prejudice (1813)
Mansfield Park (1814)
Emma (1815)
Northanger Abbey (1818) - póstuma
Persuasion (1818) - póstuma

Pemberley 01, 2010 aquarela

Pemberley 02, 2010 [detalhe] aquarela

Estas foram as primeiras aquarelas que pintei em homenagem à Pride & Prejudice, inclusive a primeira já participou da exposição 10º Arte Ofício, na Fundação das Artes São Caetano do Sul, em 2010.


© Marcia Rosenberger, 2013. Todos os direitos reservados.
Fontes texto/imagem:
Arquivo pessoal

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Pride & Prejudice celebra seu 200º aniversário de publicação

 

O romance mais popular e mais importante da carreira literária de Jane Austen (1775-1817) era publicado há 200 anos atrás, em 28 de Janeiro.

  
Em 1797, seu pai quis publicar a primeira versão do romance Pride & Prejudice, mas o editor recusou. Quando finalmente foi publicado em 3 volumes, o nome da autora não foi creditado, mas sim como o autor de Sense & Sensibility, seu primeiro livro publicado de forma anônima, com o pseudônimo: 'By a Lady'. Tempos em que uma mulher que trabalhava ou mesmo uma escritora não era muito bem vista pela sociedade...

Retrato a óleo de Jane Austen, feito em 1875, de autor desconhecido, baseado na aquarela feita pela irmã Cassandra em 1810.


© Marcia Rosenberger, 2013. Todos os direitos reservados.

Fontes texto/imagem:
Arquivo pessoal

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

LITERAMUNDO recomenda...



Cinema e literatura têm sido uma dupla espetacular!

Um bom livro adaptado para a linguagem cinematográfica continua sendo um banquete para os fãs de ambos os gêneros. Ver na grande tela o que se idealizou durante o ato da leitura, se a contento, é uma grande satisfação.

Respeitando as diferenças entre as linguagens e aproveitando o melhor que cada uma oferece, chega-se a um resultado surpreendente.

Nesta delicada e intimista adaptação da obra 84 Charing Cross Road, de Helene Hanff, assistimos a um filme espetacular que virou cult na década de 80. 

Com o título nacional de Nunca Te Vi, Sempre Te Amei acompanhamos a troca de correspondências entre uma escritora norte-americana e um inglês gerente de livraria, por longos vinte anos.  Diferenças culturais e afinidades intelectuais são discutidas e fomentam o surgimento de uma verdadeira amizade, senão uma paixão. Ela, fã incondicional de clássicos e literatura inglesa, reclama da ausência destas publicações nos Estados Unidos, ele um perfeito gentleman britânico. 

As tais referências bibliográficas trocadas durante o desenrolar da estória, são a grande preciosidade: sermões, filosofia, arte... Jane Austen [uma grande fã como eu, só poderia se deliciar!!] e a poesia de William Butler Yeats [como não gostar?!?!].

Vale a pena ver e rever!


Numa das cenas, Frank P. Doel (interpretado por Sir Anthony Hopkins) lê um dos poemas de William Butler Yeats, He Wishes for the Cloths of Heaven

Segue abaixo o poema na íntegra com tradução:


Had I the heaven's embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half-light,

I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.

* 
Se eu tivesse os panos bordados dos céus,
Entremeados com luz dourada e de prata,
O azul e os panos esbatidos e escuros
Da noite e da luz e da meia luz,

Espalharia os panos debaixo dos teus pés:
Mas eu, sendo pobre, tenho somente os meus sonhos;
Eu espalhei os meus sonhos debaixo dos teus pés;
Caminha com cuidado porque caminhas sobre os meus sonhos.


Aqui você pode conferir o momento em que o personagem recita o poema:



Sinopse do filme:

Durante vinte anos Helene Hanff (Anne Bancroft), uma escritora americana, se corresponde com Frank P. Doel (Anthony Hopkins), o gerente de uma livraria especializada em edições raras e esgotadas. Tudo começou pelo fato de Helene adorar livros raros, que não se encontram em Nova York. Só que ela não poderia imaginar que uma carta para uma pequena livraria em Londres, que negocia livros de segunda mão, a levaria a iniciar uma correspondência afetuosa com Frank. Suas cartas íntimas e altamente detalhadas descrevendo seus sonhos, esperanças, sofrimentos e alegrias nos fazem mergulhar no universo de suas vidas, e eles acabam desenvolvendo uma amizade notável e duradoura.

Conhecendo o poeta:

William Butler Yeats, muitas vezes apenas designado por W.B. Yeats, (Dublin, 13 de Junho de 1865 — Menton, França, 28 de Janeiro de 1939) foi um poeta,dramaturgo e místico irlandês. Atuou ativamente no Renascimento Literário Irlandês e foi co-fundador do Abbey Theatre.
Suas obras iniciais eram caracterizadas por tendência romântica exuberante e fantasiosa, que transparece no título da sua coletânea de 1893, The Celtic Twilight ('O Crepúsculo Celta'). Posteriormente, por volta dos seus 40 anos, e em resultado da sua relação com poetas modernistas, como Ezra Pound, e também do seu envolvimento ativo no nacionalismo irlandês, seu estilo torna-se mais austero e moderno.
Foi também senador irlandês, cargo que exerceu com dedicação e seriedade. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1923. O Comitê de entrega do prêmio justificou a sua decisão pela "sua poesia sempre inspirada, que através de uma forma de elevado nível artístico dá expressão ao espírito de toda uma nação." Em 1934 compartilhou o Prémio Gothenburg para poesia com Rudyard Kipling.


© Marcia Rosenberger, 2013. Todos os direitos reservados.

Fontes texto/imagem:
84 Charing Cross Road. Helene Hanff. Casa Maria.1988.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!


Que em
2013
vocês tenham
prosperidade nas finanças
criatividade nas horas vagas
beleza no olhar
plena felicidade e
grandes leituras!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


Desejamos a vocês um 
Feliz Natal iluminado
 com palavras de sabedoria,
 histórias de amor e fraternidade,
contos de felicidade
e notícias de paz e esperança!

Boas Leituras!
2012


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LITERAMUNDO recomenda...


Ao final do ano passado, com o intuito de estimular os alunos a lerem nas férias, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, ofertou aos alunos o livro A Invenção de Hugo Cabret, do autor e ilustrador Brian Selznick, num momento oportuno, pois a adaptação cinematográfica do livro teria sua estreia em dezembro.
Uma ótima oportunidade para compararmos e analisarmos duas linguagens: a literatura e o cinema. Na verdade, uma boa motivação para desenvolver a prática da leitura com os alunos, e ressaltar o cinema como Arte e não mero divertimento.



O livro é puro deleite visual, composto de ilustrações que narram a estória e, não apenas a ilustram, é recomendadíssimo para quem gosta de quadrinhos e aprecia um bom trabalho de ilustração em preto e branco. Não por acaso, pois faz alusão à própria sala de exibição.
O filme é encantador a todos os tipos de público, com uma belíssima direção de arte e direção de Martin Scorcese, conseguiu o recorde em indicações ao Oscar 2012, concorrendo em 11 categorias, e levando 5 prêmios.
 

Sinopse do livro:

Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida dos gigantescos relógios do lugar - escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato - ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e um homem mecânico estão no centro desta história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos e do cinema.

Conhecendo o autor:

Brian Selznick é um escritor que traz em seu currículo vários prêmios. Ele é também ilustrador de obras infantis. O autor nasceu no dia 14 de julho de 1966 na cidade de East Brunswick, em Nova Jersey. Graduou-se na Rhode Island School of Design e atuou durante três anos na Livros Bisonhos em Manhattan, ao mesmo tempo em que escrevia A Caixa de Houdini, sua estreia literária.

Em 2008 Brian conquistou a Medalha Caldecott por esta publicação e igualmente a Caldecott Honor pelo livro Os dinossauros do Waterhouse Hawkins. O escritor é primo dos produtores cinematográficos David O. Selznick e Myron Selznick. A invenção de Hugo Cabret foi adaptada para as telas dos cinemas e dirigida pelo cineasta Martin Scorsese.

Site oficial de Brian Selznick [em inglês].


A inspiração de pequenos grandes leitores

Navegando pela web, encontrei este simpático blog de fazer inveja a muitos adultos!
De autoria de Rieri Frugieri, rico em resenhas feitas pelo jovem autor sobre os muitos livros que ele tem lido nos últimos dois anos, numa linguagem pessoal, mas rica em detalhes técnicos e citações. Por certo um trabalho de intensa pesquisa.

Em sua resenha do livro A Invenção de Hugo Cabret, ele também faz uma comparação ao filme. Vale a pena dar uma olhada!

Acesse o site: 

© Marcia Rosenberger, 2012. Todos os direitos reservados.

Fontes texto/imagem:
A Invenção de Hugo Cabret/texto e ilustrações Brian Selznick: tradução Marcos Bagno, - SãoPaulo: Edições SM. 2007.
Arquivo pessoal 

domingo, 18 de novembro de 2012

Estamos chegando ao fim de mais uma etapa e conclusão do Curso Leitura e Escrita em Contexto Digital, que contribuiu muito em nossa prática pedagógica.

Restaram muito poucos integrantes ao final do curso, portanto tomei a liberdade de registrar aqui, além da minha própria reflexão sobre o curso, alguns trechos de relatos desses tenazes colegas.

Durante dois meses contamos detalhes particulares de nossas vidas, partilhamos nossa memória, trocamos opiniões com pessoas simpáticas, solidárias, carinhosas e persistentes, que agora podemos chamá-las de amigas (os).

Agradeço muito a companhia de todos vocês e de nossa amável tutora Mara Lúcia David.